A Princesa e a Pinguim


Pinguim

Olá, humanos.
Eu sou a Deka Pimenta e acredito em finais felizes.
Era uma vez, uma bolinha preta de pelos que tinha um encurtamento nos nervos das patinhas traseiras e andava de um jeito engraçado. Por isso, foi apelidada de Pinguim.
Mas a Pinguim não era uma bolinha de pelos qualquer. Quando ela nasceu, seus irmãos riam do seu jeito engraçado de andar. E em uma noite que ela estava muito triste, sua fada madrinha apareceu e tocou o seu nariz com a varinha de condão, dizendo a seguinte profecia: “Você é diferente dos seus irmão. E por isso, só poderá pertencer a uma princesa de coração nobre.” E foi então que, no sábado seguinte, Pinguim e seus irmãos foram para a feira de adoção da ong Adote Já.
De dentro da grade, ela ficava olhando todas aquelas pessoas passando de um lado para

Pinguim e sua fada madrinha, Karina.

o outro e ficava tentando adivinhar qual delas seria a princesa de coração nobre.
Em dado momento, um dos colos a levou até o balcão de cadastro para adoção. Seu coração acelerou, mas lá dentro um friozinho de medo a impediu de ficar feliz com a nova família. Era um mau pressentimento.
Foi então que ela ouviu:
_Mas por que ela anda desse jeito esquisito?
_Ela tem um probleminha nas patas traseiras. Acho que é um encurtamento dos nervos ou tendões.
_Então cancela. Cancela! Não quero cachorro pra me dar dor de cabeça.
E de repente ela estava de novo, dentro da grade e sem colo.
Entristeceu-se e escondeu o focinho nas patas. Começou a achar que a fada madrinha havia cometido algum tipo de engano.
Já não se animava mais com os colos que apareciam. Talvez a tal princesa nem mesmo existisse.
Foi por isso que, quando a rainha lhe pegou no colo, Pinguim só percebeu que algo novo estava acontecendo quando se viu novamente no balcão de adoção. Ergueu a cabecinha, o coração batendo mais forte, buscando desesperadamente qualquer sinal que dissesse que aquela era a sua princesa. Mas nada surgiu.
A rainha se sentou e começou a preencher os papéis. Pinguim deitou no colo dela e ganiu baixinho, sem saber porque a princesa não foi buscá-la.

Pinguim e a Princesa

_Mamãe, posso segurar ela um pouquinho?
Ao som dessa voz, algo mágico tocou dentro de Pinguim. Ela sentiu a força daquela voz e uma afeição imediata, sem mesmo ver quem tinha falado.
Mãos pequeninas envolveram seu corpo com cuidado e ela se sentiu abraçada, em um colo delicado. Ao olhar nos olhos da garotinha, Pinguim soube na hora que ela era a sua princesa. Ela possuia a nobreza e seriedade que só as crianças têm. Sentiu-se imediatamente em casa, com a sua família. Aninhou-se no colo e agradeceu silenciosamente à fada madrinha.
E elas viveram felizes para sempre.

Para ver mais fotos de Pinguim e da feira de sábado passado, clique aqui.

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