Gatinhos do Santos Dumont, um resgate especial


A história começou assim:

Uma senhorinha muito humilde procurou a ONG quando as gatas tiveram cria. Na ocasião não tinhamos vaga na ONG e nem nas casas dos voluntários. Mas fiquei com muita pena e me comprometi em ajudar a D. Tereza e seus gatinhos. Passado algumas semanas e assim que entrei de férias, entrei em contato e marquei  com ela de buscar as gatas para castrar. Ela havia me dito que eram cinco fêmeas, fora os machinhos. Chegando lá, como uma já estava prenha de novo e a outra fugiu, consegui pegar três e trazer para a clínica. O combinado era eu trazer só as gatas e depois ir buscando os filhotes aos poucos. Mas quem disse?

Assim que me inclinei para abrir a gaiola e colocar a adulta, veio até mim uma bolinha de pelo branca e preta, com olhinhos remelentos e logo atras dele, mais um e mais outro… doze. Meu coração cortou. Eles estavam bem magrinhos, com secreção, um tinha o olho já saltado para fora. Olhei aquilo e me bateu um desespero. é como se eles me falassem : Tia, me leva com você também”. Não podia deixá-los ali. Iriam morrer todos. Há um córrego aberto na frente da casa, se dois dos doze vingassem naquele lugar seria muito.

Todo mundo pro carro dentro da gaiola. Acho que foi a mais numerosa loucura com bichos de uma única vez que eu cometi. Deixei as adultas na clínica, passei os bebês por consulta também e peguei uma gaiola bem grande  emprestada na ONG para acomodar os bebês em casa. Eu nem sabia onde colocaria todos aqueles gatinhos…

Não foi fácil, um deles (o do olhinho saltado) morreu no dia seguinte, nem deu para fazermos a cirurgia que estava agendada para aquele mesmo dia. Era muito fraquinho.

Tomaram vitaminas, dei antibiótico, comidinha especial… esperei que estivessem bem e levei para adoção na ONG depois de já recuperados e algumas semanas depois.

Neste dia doei uma mesticinha de siamês, a Alice. Aí logo veio Natal, Ano Novo…  nem pude trabalhar direito a adoção deles. Estavam ótimos, saudáveis, brincalhões… quando levei na primeira feira de adoção de janeiro doei mais um, o Frajolinha. Na semana seguinte notei que estavam com início de otite (então não os levei na ONG e tratei durante alguns dias suas orelhinhas até sararem)…

Neste ultimo sábado, a Solange se apaixonou pelo Neguinho que adorou o colinho e conseguiu cativar a família. Ele foi vacinado e foi feliz para sua casa.

Hoje eu vou postar só as fotos do antes, essa semana colocarei as atuais e as fotos com os adotantes.

Com vocês, os gatinhos mais carentes, amorosos e guerreirinhos que conheci:

fotos tiradas no dia do resgate:

 Obs: as gatas fêmeas da D. Tereza foram castradas (no total cinco) e depois desse resgate nasceu mais uma ninhada que foi por nós resgatada e dos quatro filhotes, dois foram doados, um gatinho terá o olho retirado em cirurgia e está sendo cuidado junto com o irmãozinho (que ficou de companhia) na casa de uma voluntária.
As pessoas abandonam gatos na casa dela. Ela cuida de vários adultos com restos de comida que ganha de um restaurante. Se vc quiser doar ração de gatos para ela, deixe na ONG escrito “D> Tereza”.
Fernanda Moreno
 
 

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