Archive for Eu conto

Notícias da Bisteca e da Serafina e… do Toddy???


Bisteca e Josefina - já não estão mais tão magrinhas

Toddy - o fila bóia

Olá pessoal…

Recebi muitos e-mails sobre o post “Absurdo” que mostrou duas cadelinhas abandonadas sem água nem comida no Mogi Moderno.

Gostaria de agradecer a ajuda das meninas (Jô, Nívea e Adriana) que compraram ração e estão revezando para alimentá-las. Por enquanto elas estão recebendo água e comida (todos os dias), já dei a 1ª dose de vermífugo e estão tomando vitaminas.

Ganharam um nome provisório de Bisteca (por conta das costelinhas aparecendo) e Serafina (acho que não preciso explicar rsrs) e estão ganhando peso e mais alegrinhas.

Eu fico tão feliz em chegar no portão e ver que elas estão lá, parecem que me esperando, ou melhor esperando a comidinha né rsrs… Já roubaram os potes que comprei para por água e ração, ajudar ninguém ajuda mas é assim mesmo, mas pelo menos ninguém está fazendo mal a elas… E nessas indas e vindas apareceu um convidado (nem um pouco bem vindo pelas duas) que me encantou pela sua cara de pidão, o apelidei de Toddy e tenho dividido a ração das meninas com ele, que fica do lado de fora do portão. Acho que não tem dono, anda vagando pelas ruas o pobrezinho. É um cão porte grande, comilão que só vendo.

Ainda não sabemos o que vamos fazer com elas, esperamos poder em breve resgatá-las, por enquanto só podemos cuidar desta maneira. Se alguém puder dar lar provisório ou adotá-las entre em contato com a gente: 4796-2102.

Reforçando o pedido anterior, caso vc queira e possa ajudar, estamos aceitando doação de ração para estes cães. É só deixar na ONG com identificação “cães Mogi Moderno” ou “cães do blog”, ou ainda mandar e-mail para adoteja.mogi@gmail.com e se for o caso eu retiro no local.

Um grande abraço a todos e boa semana!!!

Fernanda – Voluntária
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Quero um dono


Cachorro de rua abandonado e “atropelado”  já  tive cuidados do  veterinário… vivo atualmente de favor com alguém que tem coração, mas que não poderá ficar definitivamente comigo… sei que não sou muito bonitão mas tenho outras qualidades: carinhoso, meigo, manso, educado ensinado, eu sou muito especial…. pronto para ser amado…. Sou um cão de rua, vira-latas, mas posso te dar todo o meu amor. Muito prazer, meu nome é  “CHICO”.

Interessados em adotar o Chico mandem um e-mail para adoteja.mogi@gmail.com, ou ligue na ONG 4796-2102 e diga que viu o post que a Fernanda colocou no blog ok? Obrigada

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Fofura nível máximo


Consegue contar os gatinhos?

Olá, humanos! Olha só que gracinha:

Segunda passada eu dei um pulinho lá na sede da Adote Já e essa gata linda tinha acabado de dar cria! Logo os filhotinhos estarão suficientemente crescidos para serem adotados.

Sorte que a mais nova mamãe da Adote Já foi resgatada. Imaginem se ela os tivesse na rua e nenhum deles pudesse ganhar o carinho de um dono?

O restante das fotos está no nosso flickr.

Beijos!

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Absurdo


Domingo a tarde dei banho nos meus 04 cães e fui buscar na vizinha, a  Barbie (depois eu conto a história dela aqui no blog) para dar banho e passar remédio. Tinha acabado de cuidar da bichinha quando o telefone toca. Uma conhecida estava voltando do mercado e viu dois cães magros e abandonados numa casa demolida no bairro Mogi Moderno. Perguntou o que poderia ser feito e na hora me ofereci para ir lá com ela. Levamos ração, 6 litros de água e depois eu comprei mais 8 pães.

O que vi quando cheguei lá, nunca mais vou esquecer. Uma casa toda quebrada e inabitada com uma cadelinha seca, com as costelas aparecendo, faminta e super mansa, não bastasse, lá no fundo do quintal avistava-se um cão branco e preto preso na corrente. Eles não tinham comida, não tinham água, condenados a morrer de fome, de baixo de sol e chuva.

Que tipo de ser humano faz isso? Será que mudou e deixou os cães para morrer? Que tipo de vizinho vê uma coisa dessas e não toma uma atitude? Que tipo de justiça que nos protege pois se chamamos a policia nada é feito?

Soltamos a cadelinha da corrente e as alimentamos. Elas são muito dóceis, ficaram tão felizes com o pão e a ração que não sabiam se comiam, se abanavam o rabinho se bebiam água… uma judiação.

 Nesta semana vou correr atras do que pode ser feito, enquanto isso me comprometo a levar água e comida pelo portão.

Caso alguém possa recolhe-las, favor entrar em contato pelo e-mail adoteja.mogi@gmail.com ou ligar na ONG e deixar recado 4796-2102. O correto é que elas passem por veterinário e sejam retiradas do local. Mas não pude fazer isso pois não temos onde abrigá-las.

Elas precisam de alimento rico em proteínas. Ração de filhote de boa qualidade tem os nutrientes necessários para ajudar a fortalecer e ganhar peso. Se alguém puder e quiser ajudar com ração, peço que deixem na ONG com uma identificação: “cães abandonados Mogi Moderno” e retirarei para eles.  Obrigada.

Abaixo as fotos. Se pela imagem já nos chocamos imagine ao vivo. É de cortar o coração. O ser humano as vezes me causa nojo.

por: Fernanda – Voluntária

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Rapidinhas…


Oi pessoal, tudo bem? Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas se estamos demorando um pouquinho para responder aos comentarios dos posts, e também agradecer à Aninha (nossa amiga portuguesa) que colaborou nos últimos (e mui importantes) posts. Esta última semana foi bem corrida.

Bom, mudando de assunto, falemos agora de nossa feirinha de adoção. Neste último sábado, dia 12/02, doamos 28 animais, 06 gatos e 22 cães. Graças a Deus por isso, que nossos amiguinhos sejam muito felizes!

Sábado foi um dia agitado (como todos os sábados na ONG). Um motoqueiro quase ‘atirou’ uma caixa de cachorrinhos na nossa porta. A cara de pau foi tanta que ele se aproveitou do movimento e o garupa largou a caixa, subiu na moto e fugiram. Os bebês foram postos para adoção.

Recebemos muitos pedidos de resgate e também de acolhimento, principalmente de gata com filhotes. Por isso a importância do lar provisório gente. Precisamos muito de pessoas que possam abrigar gatinhos ou cãezinhos em casa. Gatinhos por exemplo, são muito fáceis de cuidar, se tiver um banheiro desativado em casa por exemplo, é só deixar ração, água e areia e cuidar 2 vezes ao dia. Gatos são limpos e não fazem barulho. Cães as pessoas tem que ter um pouco mais de tempo, pois são mais dependentes, mas quando estão com irmãzinhos tb não dão muito trabalho em relação a choro… Fale com a gente, vamos dar estrutura necessária.

Sobre nossa campanha de castração, já encaminhamos cerca de 54 animais. Isto é realmente maravilhoso, em menos de 01 mês já alcançarmos este número. por isso não esqueçam de divulgar: gatos 50,00 e cães até 15kg 80,00.

E dia 14/02 teremos a Reunião da ONG Adote Já com vereadores da Camara de Mogi para discutir os direitos dos animais. Está aberto ao publico, a protetores que queiram ajudar em mutirões de castração, pessoas que possam contribuir com idéias, sugestões, entrem nessa luta com a gente. Somos as vozes dos animais, precisamos ser ouvidos para que eles tenham seus direitos preservados. Maiores informações, no post anterior ou pelo tel: 4796-2102.

Lembramos que todos os dias temos animais para adoção na Rua Duarte de Freitas 246 das 9:00 as 18:00 e aos sábados a feirinha começa as 10:00 e vai até as 15:00. Para adotar leve RG, CPF e comprovante de endereço.

 Boa semana a todos!

Fernanda – Voluntária

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Parasitas


Olá, humanos.

Eu sou a Deka Pimenta e esta é uma adaptação de um conto que foi publicado em meu blog pessoal, inspirado no comportamento cotidiano da maioria. No início, envolvia somente pessoas. Mas poucas alterações igualam e ele serve pra qualquer realidade. Se quiser, confira a versão original.

Tinha cinco anos e a mãe o levou para o playground do parque. A tia acompanhou porque elas tinham muito o que conversar. Para ele a novidade era achar o parquinho vazio. Ter o balanço só pra ele e o escorrega sem fila.

Afastou-se dos bancos onde a mãe e a tia sentaram e começou brincando de fazer montinhos de areia. Ainda era cedo e a areia estava molhada do sereno. Depois de cansar dos montinhos, deixou-se cair sentado e mirou o céu azul por alguns minutos. Não pensou muito no tamanho daquilo, ou de onde vinha aquela cor. Só lembrou-se da mãe apontando pra imensidão quando contou do lugar onde a avó estava morando agora.

Mas quando se sentou no balanço, notou algo dentro do tubo de concreto que não estava lá nos outros dias. Parecia um ursinho de pelúcia sujo, mas respirava.

Aproximou-se sem medo, apenas com curiosidade. Acocorou-se e ficou a observar o ursinho sujo que estava vivo. Primeiro ele só respirou. Mas logo o perfume de talquinho lhe chamou a atenção e o cão ergueu o focinho para encará-lo. O garoto se assustou com o movimento repentino e caiu sentado. Depois riu e estendeu a mãozinha para acariciar-lhe o cocoruto.

_Você mora aqui? Por que não dormiu na sua casa?

O cão não respondeu. Apenas cheirou-lhe a mão e tornou a deitar.
O garoto entortou a cabeça para o lado, pensando que era muito melhor dormir em casa.

_Mas sua mãe tá aonde?

O cão moveu a orelha para o afago. O menino novamente se viu sem entender. Não ter mãe estava além do que o mundo já lhe havia oferecido como experiência. Então resolveu ignorar e matar outra curiosidade.

_É legal morar no parquinho?

Um leve estremecimento passou pelo corpo do cachorro. Estava com frio. Isso o menino entendeu. Então pensou que além de frio, ele devia estar com fome.

_Tenho um lanche que minha mãe sempre traz. Vou lá pegar pra você.

Levantou-se e correu até a mãe.

_Mamãe, conheci um cachorro que mora no parquinho!

_É, filho? Que legal!

_Me dá o bolinho pra eu dividir com ele?

_Deixe-me limpar suas mãos primeiro. Tome. – Entregou a embalagem aberta ao filho e voltou-se para a irmã – Então quando nos encontramos de novo…

O filho não ficou para ouvir o resto da conversa, já que a mãe, a princípio, não pareceu muito interessada no seu assunto. Correu até o tubo com a merenda.Entregou metade do bolinho para o animal, que devorou sua parte e em seguida olhou cobiçoso para a outra que ainda estava nas mãos do garoto. Um súbito entendimento o fez estender também a sua porção a ele.

O cão devorou tão rapidamente quanto antes. A criança entendeu que ele estava feliz por ser alimentado.

_De nada. Pode comer. Em casa tem mais. Aí você pode esperar até sua mãe trazer a sua comidinha.

De repente, lá no fundo, o menino sentiu que o cão não tinha uma mãe para levar-lhe a comidinha. Um fio gelado de realidade passou pelo seu coraçãozinho ingênuo e ele começou a pensar coisas terríveis como não ter mãe, casa ou algo pra comer.

Então ele teve uma grande ideia:

_Já sei! Você pode morar lá em casa, até a gente acha uma mãe pra você! Mãee! A gente pode…

Não foi necessário terminar a frase. A mãe, que ao fim de alguns segundos estranhou o que o filho lhe dissera, apareceu em suas costas, pegando-lhe pelas axilas e o afastando o mais rápido possível de lá.

_Você não pode chegar perto desse vira-lata! Ele pode ter raiva!

_Não tem não, mãe! Ele só tinha fome. Precisa de uma casa e uma mãe.

_Ela é sujo. Não pode ficar perto dele. Vai te passar pulgas. E sarna.

A mãe parecia bastante assustada ao afastar-se apressadamente.

Foi então que veio a segunda grande descoberta daquele dia: cachorros que moravam na rua eram sujos, tinham raiva, sarna e pulgas. Não devia aproximar-se deles.

O tempo veio e ele cresceu do jeito que a mãe lhe ensinou: ignorando a realidade que não lhe dizia respeito e atirando algumas moedas para ongs de vez em quando para acalmar a consciência. Mas de longe, para que não pegasse pulgas.

Confira as fotos da feira de adoção do último sábado, clicando aqui.

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Campuseiros também adotam


Olá, humanos.

Eu sou a Deka Pimenta e tirei umas férias meio longas, mas já estou de volta.
Nesse período de “folga” eu viajei, descansei e fui a um evento onde fãs de internet e tecnologia se encontram e passam uma semana acampados no Centro de Exposições Imigrantes, assistindo a palestra e fazendo amigos. Já é o segundo ano em que eu participo deste evento e embora tudo isso seja considerado assunto de “nerd”, eu acho muito divertido.

Este ano, como já fazia algum tempo que eu não postava nada aqui no blog da ong, resolvi fazer a cobertura animalística do evento.

Então saí pela arena procurando entre as mesas os campuseiros (apelido de quem participa da Campus Party) que haviam adotado seus pets e a primeira que encontrei foi a Mariana Bonfim.

Mariana Bonfim

Conheci a Mariana o ano passado, na primeira Campus Party que eu fui e sempre vi as fotos dos gatos que ela publicava na internet.

Ela me contou que adotou os dois (Mister Billy Jim e Lady Morgana Mariah, sente só os nomes chiques) em uma ong. A Morgana, por exemplo, tinha só 3 meses em 2007 e estava no centro de zoonoses, prestes a ser sacrificada, quando foi adotada.

Já o Mister Billy, é tipo um avestruz que come de tudo. Até iogurte no dedo da mamãe.

Maira Bottan

Depois encontrei a Maira Bottan. Ela tem três cachorros. Duas são adotadas e são cadelas de guarda: Diana, uma pit bull e Menina, mestiça de dobermann com rottweiler (sente só). Elas vivem na chácara da família e são de temperamento difícil, mas carinhosas com os donos a ponto de virar com as quatro rodinhas pra cima, pra ganhar cosquinha na barriga.

Maira contou que, quando o pai dela se senta a beira da piscina, as duas sentam ao lado dele, como guarda-costas e ficam “vigiando o perímetro”.

Aí, eu achei a Renata Prado, que também é mamãe de dois gatos: o Zecat e o Sr. Gato (adorei a criatividade dos nomes!)
O Sr. Gato foi o primeiro a ser adotado, em dezembro de 2007.

Eu e Renata Prado

Daí, um dia uma amiga dela adotou uma gata com uma ninhada. Um dos filhotinhos era Zecat, que cativou a Renata e ela teve que ficar com ele. Sabe como são os gatos, né? Tanto que eles acordam a dona todos os dias. E quando ela resolve que vai ficar mais “10 minutinhos” na cama, eles deitam ao lado dela pra dormir também. Mas essa meiguice toda é só de manhã. Eles são ariscos a maior parte do tempo.

E por fim, corri até a praça de alimentação pra encontrar a Dani Koetz.
Essa gosta de viver perigosamente, porque tem quatro cães. Toddy, Aisha e Lucky são labradores. Dois labradores e uma SRD (a Dulce) são adotados. Imaginem quando ela sai com a galera toda pra passear?

E o que não falta nessa família são histórias caninas pra contar.

Dani Koetz e sua turma da pesada

Dulce foi encontrada pela dona em 2004, em frente à faculdade. Era uma bolinha de pelos toda judiada e cheia de pulgas. Dani se comoveu com o bichinho e disse brincando à cadela: “Dá um sinal de que se eu te levar comigo, você vai ser minha amiga.” E a cadelinha começou a UIVAR na mesma hora! A ideia era que Dulce ficasse com a avó do marido de Dani, mas o tempo foi passando e ela ficou por lá mesmo.

Em casa, Dulce domina o sofá. Se ela está deitada e vê que alguém se aproxima para sentar, ela finge que está dormindo. Fecha os olhos e fica imóvel, até a pessoa desistir.

Sessão de fotos

E aí, nas indas e vindas pela arena, entre uma palestra e outra, notei certa comoção na área de descanso entre os palcos. Curiosa, fui “investigar” o motivo do tumulto e vejo o cãozinho do Ig tirando fotos com os participantes do evento.

Fui conversar com a treinadora e ela me disse que na verdade, o cãozinho era cadelinha e se chamava Cristal. Ela ia para a Campus Party três horas por dia, para a sessão de fotos. O mais fofo, é que ela ficava prestando atenção em todo mundo que a rodeava. Ganhei até duas lambidinhas dela, antes da foto. Mas quando o fotógrafo chamava, ela olhava para a câmera e sorria (sim, sorria!) até a foto ser batida.

Ensaio nu artístico, e de muito bom gosto.

Fofura nível 100!

Cristal com certeza foi a estrela da festa e teve todas as atenções direcionadas à ela, a cada aparição. E mesmo sendo uma cadelinha famosa, foi simpática e atenciosa com todos os fãs.

E é isso, pessoal. Essas foram as

Cristal em sessão de autógrafos

notícias animalísticas do evento, que teve muitas horas de conversa sobre cães e gatos e presença ilustre de uma estrela.

Logo menos eu volto com mais histórias pra contar.

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